
Hoje escrevo para soltar as amarras...
Me sinto que nem um barco de papel que anda a deriva
e se por momentos encontrei paz nas tuas palavras.
Agora....
ja nao tenho essa paz onde eu
nesse porto seguro ancorei a minha alma.
Entao,me deixo arrastar pela maré
e vou navegando sosinho e perdido...
Neste mar que me vai acolhen-do em suas ondas
onde busco em suas aguas a ausencia dos sentidos
e o vazio das emoçoes...
E é nesse caminho que espero encontrar a paz de uma saudade...
Entao,abro a minha alma e olho no céu escuro onde
sinto o vento frio beijar meu rosto,
que sopra as lembranças e enche os meus pensamentos
de palavras lindas escutadas.
Mas hoje...
Lembrei das palavras lindas que escutei
e que deixaram em mim momentos de felicidade.
Sei que nao é fácil remar contra a maré,
nem contra aquilo que o coraçao sente.
Fostes és e serás para mim!
Como as ondas que rebentam aos meus pés
e em cada uma delas vem um pouco de ti
e aumentando as saudades que deixas...
mas sei também que um dia...
irás lembrar de um pequeno barco de papel
que se rendeu as tuas palavras
e fez de tua alma o seu porto de abrigo.
Um dia num olhar perdido no horizonte
de um mar qualquer ,irás sentir a saudade de um sorriso.
E sei...
Que por um instante que seja,irás sentir a minha falta,
e quando sentires que se perdeu algo no tempo
vais perceber que soltei as amarras que me prendiam a ti
e que o mar nao é mais que um guardião
das saudades...

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