sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


Teu carinho ameniza a minha dor
as palavras que soltas são notas musicais,
que vão tocando suavemente em meu coraçao,
Tua presença é a luz do sol aquecendo a minha alma
Tua amizade é um presente valioso
uma planta rara que cultivo com muito carinho
És uma fonte de energia
que me fazes caminhar
neste mundo de sonhos
nesta imensidão de amar...

sábado, 13 de dezembro de 2008


A vida foge-me à minha frente,
mas me sinto parado no tempo.
Parece que nem um minuto se passou,
fiquei preso naquele momento
Lágrimas ainda escorrem-me pela face,
não sei se por mágoa ou por saudade.
Sinto um vazio imenso,
que não melhora com a amizade.
Os dias passam e eu sinto que há quem cuide de mim,
mas isso não basta.
Preciso curar o meu coração,
preciso de esquecer,
preciso parar de amar.

(SLeal)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

(Oswaldo Montenegro)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


Hoje escrevo para soltar as amarras...
Me sinto que nem um barco de papel que anda a deriva
e se por momentos encontrei paz nas tuas palavras.
Agora....
ja nao tenho essa paz onde eu
nesse porto seguro ancorei a minha alma.
Entao,me deixo arrastar pela maré
e vou navegando sosinho e perdido...
Neste mar que me vai acolhen-do em suas ondas
onde busco em suas aguas a ausencia dos sentidos
e o vazio das emoçoes...
E é nesse caminho que espero encontrar a paz de uma saudade...
Entao,abro a minha alma e olho no céu escuro onde
sinto o vento frio beijar meu rosto,
que sopra as lembranças e enche os meus pensamentos
de palavras lindas escutadas.
Mas hoje...
Lembrei das palavras lindas que escutei
e que deixaram em mim momentos de felicidade.
Sei que nao é fácil remar contra a maré,
nem contra aquilo que o coraçao sente.
Fostes és e serás para mim!
Como as ondas que rebentam aos meus pés
e em cada uma delas vem um pouco de ti
e aumentando as saudades que deixas...
mas sei também que um dia...
irás lembrar de um pequeno barco de papel
que se rendeu as tuas palavras
e fez de tua alma o seu porto de abrigo.
Um dia num olhar perdido no horizonte
de um mar qualquer ,irás sentir a saudade de um sorriso.
E sei...
Que por um instante que seja,irás sentir a minha falta,
e quando sentires que se perdeu algo no tempo
vais perceber que soltei as amarras que me prendiam a ti
e que o mar nao é mais que um guardião
das saudades...